quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

ponteiro da vida


não me entristece mais
a violência dos humanos
porque livre dos mistérios
o dia escorrega
como um ponteiro sobre meu pulso

(há espanto nas ruas
agudas feridas à deriva)

que estalam estradas e nervos
no itinerário pálido do homem
onde o cordão se estica e prende
a umbilical ânsia dos vivos

: quem espia o mundo
entre cárceres e orações
tem a sempre a face crua
essa máscara - dura e lívida

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